segunda-feira, 18 de junho de 2018

OMS retira a transexualidade da lista de doenças mentais

Organização Mundial da Saúde (OMS) deixou de considerar a transexualidade como um transtorno mental e reconheceu o vício em videogames como um distúrbio de comportamento, segundo a nova edição da Classificação Internacional de Doenças (CID), publicada nesta segunda-feira. A última revisão desta norma havia sido feita 28 anos atrás. Durante a última década, especialistas analisaram as informações científicas mais recentes para criar um novo padrão que pudesse ser usado por profissionais da saúde do mundo inteiro. Cada país, no entanto, precisa se adaptar à nova CID, com prazo até 1º. de janeiro de 2022.


https://brasil.elpais.com/brasil/2018/06/18/internacional/1529346704_000097.html

domingo, 17 de junho de 2018

Justiça obriga usuária de drogas a fazer laqueadura.


  Dentro de uma sociedade que preza por concepções sadias de conduta, nada mais adequado e simbólico que restringirmos uma pessoa à sua liberdade plena diante de sua situação puerperal, ironia a parte, dentro dessa matéria podemos notar o quanto as tomadas de decisões jurídica, no Brasil, são efetivadas por contextos de extremas condutas discriminatórias. Na situação exibida, somos apresentados à história de vida de uma usuária de drogas, que dentro de sua situação de extrema vulnerabilidade social é obrigada pela justiça a fazer uma cirurgia de laqueadura, a qual impede a mesma de conceber e exercer o sua direito de ser mãe. Sabemos que sua situação necessita de analise, visto que não seria "adequado" uma criança nascer dentro de condições de extrema pobreza mas a decisão tomada é de imenso equívoco e violência e nos faz ponderar sobre os limites éticos os quais as deliberações jurídicas no Brasil devem respeitar. 

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Expressão na Avenida Brasil

Sextas-feiras.

Vou para as atividades do projeto de extensão que participo para discutir escolhas com juventudes criminalizadas - no meu caso, um grupo de uma ONG na Nova Holanda, favela da Maré, localizada à altura da passarela 9 da Avenida Brasil.
O caminho de ida e volta é repleto delas, características de uma das maiores vias da cidade, nas quais mensagens estão sendo expostas incisivamente. Moro na altura da de número 3, por enquanto inócua.

Na ida, o protesto na 7: "VIDAS FAVELADAS IMPORTAM", junto de um desenho de traços simples - porém imediatamente reconhecíveis - de Marielle Franco.

Na volta, as causas ou as consequências de tal manifestação (estou quase certo de que não importa essa distinção, já que tudo diz respeito a algo muito mais estruturante que causal):
Passarela 8: "O QUE FAZER SE A PF PRENDE E O STF SOLTA?"
Passarela 4: "FORÇAS ARMADAS, SOCORRAM O BRASIL!"

Desço no ponto seguinte e só consigo me perguntar de quem, pra que e por quê... [e sentir vontade de subir nas passarelas e arrancar as duas últimas, é claro].

Racismo nos Jogos Jurídicos 2018


Tendo-se em vista o acontecimento que ocorreu durante os Jogos Jurídicos de 2018 que ocorreram no início deste mês, junho, em Petrópolis, em que um aluno, estudante da Universidade Católica de Petrópolis, foi atingido por uma casca de banana arremessada pela torcida da PUC após seu time vencer, cartazes que denunciavam o racismo foram espalhados no Centro Acadêmico da universidade pelos alunos da PUC- Rio. Entretanto, eles foram arrancados por outros alunos da própria instituição, o que acabou motivando um novo protesto contra o racismo pelos alunos.Vale lembrar que o arremesso da casca de banana em direção ao aluno em questão não foi o único episódio racista vivido durante os jogos, mas, de acordo com alunos da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, estudantes da PUC também foram vistos fazendo barulhos e gestos com a finalidade de imitar um macaco para a torcida da UERJ. Os fatos resultaram na perda do título de campeã dos jogos deste ano, e também na proibição da participação da Atlética da universidade no próximo ano. De maneira geral, o caso nos faz pensar e lembrar de algumas discussões feitas em sala, dentre elas o quão vivo e mortificante o racismo ainda se faz na nossa sociedade e também no fato de isso não somente ter ocorrido em uma universidade de renome, mas também entre alunos do curso de Direito. Alunos estes que, após formados, irão se tornar advogados, juízes, desembargadores responsáveis por tomar decisões que, dependendo delas quais forem, irão ou não perpetuar aquilo que lutamos historicamente fortemente para mudar.

Mais sobre o caso pode ser visto em:
  • https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/equipe-da-puc-e-punida-apos-denuncias-de-racismo-em-jogos-juridicos.ghtml
  • https://www.causaoperaria.org.br/alunos-da-puc-rio-fazem-novo-protesto-contra-o-racismo/

terça-feira, 12 de junho de 2018

Porque Gabriela gosta da palavra puta


Como comentado pelo professor Pedro na aula em que o grupo gênero e sexualidade apresentou a trajetória de Gabriela Leite, importante ativista pelos direitos das mulheres que são prostitutas, nessa entrevista ela fala sobre o porquê de gostar da palavra puta.
Entrevista realizada em 2013 para os extras do documentário, "Um Beijo para Gabriela", um filme que conta a historia de sua campanha para deputada federal em 2010.

Entrevista que pode ser conferida em:
https://www.youtube.com/watch?v=CvKkGPiXv0o

Retrocesso em nome do "equilíbro"(?)

Segundo o governador Jon Rankin, esta é uma forma de dar "equilíbrio" ao jogo e dar voz a sociedade conservadora.

Joe Gibbons, de 64 anos, homem gay e um dos primeiros a legalizar sua união do país foi um dos prejudicados com a medida:”Eu me sinto enormemente desapontado”, comentou. “Isso não é igualdade e o governo britânico obviamente apenas disse: esta luta não é nossa”.

Link: http://poenaroda.com.br/bermudas-se-torna-1o-pais-do-mundo-a-proibir-casamento-gay-depois-de-permiti-lo/