terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Nauru - Já ouviu?

Quando li um artigo sobre a situação dos refugiados em Alemanha, achei um entrevista. A pessoa que estava entrevistando mencionou a ilha Nauru e que nós não gostaríamos produção um lugar assim.
Parei e pensei - Espera. Nauru, o que é isso?

Nauru é longe de tudo, 3000 quilômetros da Australia par exemplo. Não existe nada lá, só o calor do sol do equador - Não é um lugar para bebês, crianças, mulheres e homens que têm que ficar lá para um tempo indefinido - Só o governo da Australia força isso.
Os refugiados só mudavam de um lugar ruim, a pátria deles, para um lugar pior. E foram lá com o sonho duma vida melhor. Eles moram lá nos situações inaceitável e alguns tentam de se-suicidir. "I drank washing powder. I am so tired of all of this. " canta um jovem a notícias "The Guardian". Violência e ações sexuais acontecem cada dia.

O governo não concorda com as informações que foram publicado pelo "The Guardian" e outras pessoas que foram lá.

"United Nations" fala sobre tortura
 Quando o "United Nations" fez um visito, um jovem se pôr em fogo e morreu para mostrar a situação ruim.

Eu sempre achei que Australia é um país moderno e multicultural mas não é o caso atrás das paredes do Governo.


 https://www.youtube.com/watch?v=xNhRPVs4U6I

https://www.theguardian.com/news/series/nauru-files

domingo, 11 de dezembro de 2016

Vídeo mostra a reação de mulheres ao lerem leis sexistas pelo mundo

“No Singapura, estupro pelo marido é legalizado quando a esposa tem mais de 13 anos“. “No Egito, um homem recebe uma pena mais leve quando mata a mulher por suspeita de adultério“. “No Camarões o marido pode se opor ao trabalho de sua esposa caso ele interfira no seu casamento ou com os seus filhos”Não, isso não é um roteiro. É tudo realidade.

E como você mulher reagiria lendo uma dessas atrocidades diante das câmeras? A Global Citizen, uma comunidade de ativistas que têm a intenção de mudar o mundo, fez um vídeo da reação de mulheres ao se deparar com tais absurdos ainda chamados de lei.

A ação visa dar visibilidade a discussão de igualdade de gêneros assim como o empoderamento da mulher, além de acabar com tais leis. Com a hashtag #LeveltheLaw é possível compartilhar e se manter informado sobre estas ações. Uma delas é uma petição online que pode ser assinada aqui.



http://www.hypeness.com.br/2016/06/video-mostra-a-reacao-de-mulheres-ao-lerem-leis-sexistas-pelo-mundo/

domingo, 20 de novembro de 2016

‘Teste de imagens’ com profissionais de RH

Segundo dados do IBGE, 82,6% dos negros afirmam que a cor da pele influencia nas oportunidades de trabalho. Uma realidade que se confirma em outros números: profissionais negros ganham em média 36% menos que os brancos, ocupam apenas 18% dos cargos de elite e são 60,6% dos desempregados. Entre os muitos fatores que mais contribuem para essas estatísticas, está o Racismo Institucional, problema que se manifesta quando instituições públicas ou privadas atuam de forma diferenciada em relação a uma pessoa por conta da sua origem étnica, cor ou cultura, privando-a de oportunidades profissionais e sociais diariamente.

Para chamar atenção para esse problema grave, o Governo do Paraná em parceria com a Assessoria Especial da Juventude e o Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial, assinam a campanha “Teste de Imagem”, criada pela Master Comunicação. Nela, profissionais de RH reais foram convidados para um experimento.


Link do vídeo: https://www.facebook.com/governopr/videos/890716684362421/

Primeiro eles foram separados em dois grupos. Depois, um mediador mostrou ao grupo 1 imagens de pessoas brancas em situações comuns do dia-a-dia. Já o segundo grupo viu imagens com as mesmas situações, mas com pessoas negras. O resultado foi alarmante, a grande maioria das respostas dos RHs do segundo grupo, colocou os negros em posição social inferior à dos brancos, muitas vezes os descrevendo de maneira pejorativa. Isso que mostra que mesmo sem perceber, muita gente ainda comete atos de racismo.

Fonte: http://razoesparaacreditar.com/representatividade-2/teste-de-imagens-com-profissionais-de-rh-mostra-que-racismo-institucional-existe-sim/


Novembro preto

Ontem, dia 19 de novembro, na Cidade de Deus, Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro, a favela viveu mais uma Chacina após um dia inteiro de intenso tiroteio, durante uma "operação" policial. Na manhã deste domingo (20), no Brejo, região de mata, os moradores encontraram sete corpos de jovens da comunidade.

Os pais já denunciavam o desaparecimento dos filhos logo depois dos confrontos da tarde de sábado. Policiais de vários Batalhões participam do que os militares chamam de "operação pente fino". O que na prática representa dezenas de jovens pretos executados pela máquina de matar do Estado. Um dos jovens foi encontrado deitado de bruços, em uma evidente posição de que foi executado, disse o pai, Leonardo Martins.


Hoje, 20 de novembro, dia da consciência negra. Hoje, 20 de novembro, dia da consciência negra e ontem mais uma chacina aconteceu. Quem será que morreu?


"É fácil odiar bandido!
É fácil odiar polícia!
É fácil dizer que “bandido bom, é bandido morto 
É fácil dizer que “todo policial é ladrão” 
É fácil querer que favelado se dane 
É fácil torcer pra “acabar com os vermes” 
É fácil torcer pra “matar geral” 
Difícil é ver um filho virar policial!
Difícil é ver um filho virar bandido! 
Difícil é não saber se aqueles que noticiou no jornal como morto/ferido, é um dos seus! 
Difícil é ver um helicóptero caindo! 
Difícil é tomar na cara, chute, apanhar, ser esculachado(a) sem ter feito nada pra isso!
Difícil é não saber se o filho vai voltar vivo ou morto do plantão!
Difícil e não poder voltar pra casa, é ver sua casa invadida, revirada… 
Difícil é perder os amigos no meio da operação. 
Difícil é perder os amigos que só estavam no portão. 
O barco é um só! Sem lado A ou lado B!
Desde que nos alforriaram e nos deixaram somente a favela como única alternativa. 
O Sinhozinho saiu da casa grande e foi pro planalto, mas, continua sem vontade de solucionar e assistindo a nós mesmo a nos matar. 
E as fronteiras seguem abertas… 
A cidade É de DEUS!" 

Autora: Tainá Briggs

Fonte: https://www.facebook.com/midia1508/posts/348566292179794
Fonte: http://oglobo.globo.com/rio/moradores-da-cidade-de-deus-encontram-corpos-desaparecidos-20506026

“474” e o imaginário coletivo

No dia 3/11 ao sair da faculdade me deparei com uma viatura da polícia, em frente ao pinel. Por mais normal que aquela situação parecesse, os próximos minutos mostraram algo igualmente “normal” porém com um significado forte e já historicamente associado em nossa sociedade.
Os policiais pararam um ônibus, não qualquer ônibus, mas o 474. Qualquer pessoa que ande de ônibus ou conheça um pouco sobre eles, no rio de janeiro, já ouviu pelo menos algo como “não pega o 474”, “tenho medo do 474”. Um ônibus que traz consigo um grande pavor para alguns, ou um meio de chegar em seu destino para outros, já foi nos últimos anos alvo de diversas blitz da polícia.
No tempo que me encontrei no ponto não tive como ver se os policiais tiraram alguém do ônibus (prática no mínimo comum e peculiar em blitz), contudo ao prosseguir no meu trajeto, e estar no último ponto antes de entrar no Túnel Santa Bárbara, eis que vejo outra blizt da polícia com ninguém menos do que outro 474 parado sendo revistado. Dessa vez pude ver quem foi tirado do ônibus. E as pessoas não eram ninguém menos do que garotos... novos... negros... sem blusa... e de chinelo.
Essa cena para qualquer morador do rio de janeiro pode parecer normal, corriqueira, e alguns até diriam uma “medida necessária”, mas ela representa de forma clara e lúcida os processos de criminalização e essa imagem tão temida dos delinquentes. Não temos como saber se aqueles jovens retirados cometeram algum delito naquele dia, mas podemos afirmar que a seletividade policial nesses momentos é assustadora, ao ponto de pararem dois (ou até mais) ônibus de uma linha de ônibus específica para retirar o mesmo perfil de indivíduo.
Nesses momentos tem muito mais em jogo que a simples “defesa social”. Tem a ver com a nossa história de criminalização, tem a ver com o mesmo perfil que é tomado como perigoso e que deve ser encarcerado (para muitos). Tem a ver com os processos de subjetividade que perpassam por esses garotos, que em um momento se veem tomados como inimigos da sociedade, pessoas que precisam ser temidas e que invariavelmente encontram seus direitos, como o direito de ir e vir, sendo questionado. Garotos que precisam cuidar pra onde andam, porque nenhum lugar parece pertencer a eles tirando atrás das grades.